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Pedro Amorim
CIDADE OCIDENTAL, Goiás, Brazil
Sou um jovem que gosta de expor opinião sobre tudo que é possivel, tem um espaço muito aberto há debater e discutir sobre vários assuntos que são importantes para a sociedade.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Fora Meirelles

Pressão no Planalto: UNE pede demissão de Meirelles do BC


A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, defendeu nesta quarta-feira (26), no encontro solicitado pelo presidente Lula com os movimentos sociais, e que reúne cerca de 500 lideranças, a demissão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ela afirmou que a saída de Meirelles é a forma de garantir os investimentos na área social.


"Nós precisamos mais de que nunca alterar a política macroeconômica ainda vigente no nosso país de juros altos, superávit primário e controle do fluxo de capitais. Eu diria que é necessário alterarmos a política implantada pelo Banco Central. Isso só será possível com a imediata demissão do presidente do BC, Henrique Meirelles", afirmou a dirigente estudantil sob aplauso dos líderes dos movimentos sociais reunidos no Palácio do Planalto.

 

Energia

 

Além da política econômica, outro tema polêmico passou pelo encontro, trata-se da política energética do governo. Enquanto que a presidente da UNE defendeu que os recursos obtidos com a exploração do pré-sal sejam utilizados em políticas de desenvolvimento social, em especial saúde, educação e cultura, outras lideranças trataram do petróleo. 

 

Cerca de 60 entidades sociais reivindicaram do governo brasileiro o cancelamento imediato do próximo leilão do petróleo, marcado para 18 de dezembro, quando devem ser licitadas áreas terrestres de exploração fora do pré-sal. Essa é uma das reivindicações apresentadas em carta lida, há pouco, por Marina dos Santos, integrante da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

 

Dilma em 2010

 

Já o movimento negro pautou as eleições de 2010. A representante da Coordenação Nacional das Entidades Negras, Cleide Lima, disse que o movimento negro já está em campanha pela candidatura da ministra Dilma Rousseff para a Presidência da República, em 2010.

 

Na presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Cleide Lima disse que a escolha de Dilma como sucessora do presidente Lula é importante para a continuidade dos programas do atual governo.

 

“Acreditamos que esse governo tem cumprido o que veio realizar. Acreditamos que ele precisa dar conta de sair, em 2010, elegendo a nossa sucessora, a nossa candidata Dilma Rousseff à Presidência. Queremos elegê-la para dar continuidade aos programas de Lula”, disse.

 

Também participam do encontro com os movimentos sociais, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou esta tarde as áreas atingidas pela chuvas em Santa Catarina, ainda é aguardado para o encerramento encontro.

Agora é a hora!

UNE E UBES PREPARAM A MOBILIZAÇÃO PARA BARRAR AS COTAS DA MEIA-ENTRADAPDFImprimirE-mail
Escrito por Fernando   
Qua, 26 de Novembro de 2008 18:35
esgotadosCom o objetivo de ampliar o debate sobre o projeto que limita a aquisição da meia-entrada a 40% dos ingressos, a UNE e a UBES estão mobilizando estudantes, jovens - e mesmo empresários e artistas solidários ao movimento estudantil - para lutar em defesa do direito à meia-entrada sem cotas.

A estratégia inclui a mobilização dos centros acadêmicos, grêmios e DCEs para que peçam aos seus senadores que sejam contrários a essa iniciativa. As entidades estudantis também vão buscar o maior número de manifestações e cartas de apoio à meia-entrada sem cotas, inclusive de juventudes partidárias, conselhos e organizações que comunguem da mesma opinião.
"Nós não queremos que o estudante tenha facilidade para entrar em shows, somente. Nós acreditamos que o acesso à cultura, esporte e lazer são formas de complementar os estudos e base fundamental na formação crítica dos jovens", conta a Diretora de Relações Institucionais da UNE, Márvia Scardua.

Para o Diretor Jurídico da UNE, André Tokarski, a meia-entrada é um direito histórico dos estudantes e parte das diretorias da UNE e da UBES já estão em Brasília mobilizando os jovens das universidades e escolas. "Vamos percorrer todos os gabinetes para convencer os senadores e deputados da necessidade de derrubar as cotas e vamos divulgar amplamente, no Brasil, os parlamentares que estão do lado dos estudantes e aqueles que votaram para tirar o nosso direito. Nada nos impedirá de mobilizar a juventude para ocupar os gabinetes e plenários da Câmara e do Senado", afirma.

Osvaldo Lemos, diretor da UBES, afirma que os estudantes valorizam as lutas anteriores que conquistaram o direito e não vão assistir passivos a esse retrocesso. "Temos responsabilidade dupla nessa jornada: defender o direito hoje ameaçado e honrar a trajetória dos que lutaram antes de nós para obtê-lo. Não vamos descansar até assegurarmos nossa conquista"

De acordo com Márvia, na terça-feira (2), haverá novamente a votação na Comissão de Educação e a estratégia é lotar o Plenário da Educação no Senado e procurar os parlamentares para que eles sejam sensíveis à defesa da meia-entrada sem a criação de cotas. Em outra frente de luta, os estudantes conseguiram a aprovação de uma moção contrária à cota elaborada pelo Conselho Nacional de Juventude.

"Se na terça-feira nós perdermos, apresentaremos um requerimento solicitando que o projeto não vá da Comissão de Educação direto para a Câmara, mas sim, que ele seja encaminhado ao Plenário", conclui Márvia.
terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Jornalista que não merece a dignidade.

Amorim: Alexandre Garcia quer derrubar Rafael Correa e Lula


O programa Bom (?) Dia Brasil acaba de veicular uma catilinária imperialista do pensador Alexandre Garcia, o jornalista brasileiro mais ligado a Paulo Maluf. Garcia defendeu a posição tradicional dos colonistas da Globo: o Brasil tem que invadir o Equador, como deveria ter invadido a Bolívia.

 

Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada



A Bolívia, lá vai Garcia, teve a ousadia de invadir as propriedades da Petrobrás. E o Equador não quer pagar uma hidrelétrica construída por uma empreiteira brasileira que não produz luz elétrica. Uma hidrelétrica que não produz luz, interessante.

 

O Equador não quer pagar também o BNDES, que financiou a obra. A empreiteira que construiu a hidrelétrica é a Odebrecht, uma das que abriu a cratera do metrô em São Paulo e recebeu do presidente eleito José Serra uma recompensa pelo transtorno: mais obras.

 

O presidente Rafael Correa não precisa do dinheiro da Odebrecht para se eleger no Equador. Logo, não quer pagar por uma obra que não funciona. E enviou o problema a uma arbitragem internacional. O jeito é o Brasil esperar a decisão da Corte. Ou fazer como pregam Alexandre Garcia e Miriam Leitão: invadir o Equador e depor o presidente esquerdista Rafael Correa.

 

Como o Brasil não vai invadir o Equador, por que o Alexandre Garcia adota a posição mais radical (como a Miriam adotava no auge da crise de Bolívia)? Por um motivo muito simples. Para encurralar a diplomacia brasileira. E para mostrar que o Governo brasileiro é frouxo.

 

O PiG (Partido da Imprensa Golpista) não falha: por trás de cada manobra do PiG há um objetivo explícito. Desmontar o Governo do Presidente Lula.

 

Se o presidente fosse o Farol de Alexandria, Garcia, hoje, no Bom (?) Dia Brasildiria: o presidente Fernando Henrique Cardoso adota uma atitude madura e firme: chama o embaixador do Brasil no Equador de volta. Foi o que presidente Lula fez.

 

Mas o Garcia está noutra, como esteve no passado: no Golpe de “Estado de Direita”.

UJS vem com tudo!

Conheça o movimento da UJS ao próximo congresso da UNE


A UJS (União da Juventude Socialista) é a primeira organização política que participa da UNE a iniciar, desde já, os debates sobre suas propostas ao 51º Congresso da UNE. ''Da Unidade Vai Nascer a Novidade'' é o nome do movimento que será lançado pela juventude socialista no Coneb (Conselho nacional de centros e diretórios acadêmicos da UNE) - a se realizar de 17 a 20 de janeiro - e na 6º Bienal de Cultura da UNE - que acontece de 20 a 25 de janeiro - ambos eventos sediados em Salvador (BA).


Cartaz destaca brasilidade

Em entrevista à página da UJS (www.ujs.org.br) -- que está de cara nova -- o diretor de movimento estudantil universitário, Márcio Cabral, fala sobre o movimento e destaca a necessidade de ampliar a mobilização de centros e diretórios acadêmicos ao Coneb, bem como de inscrições de trabalhos para a 6º Bienal de Cultura.

 

(- Baixe em PDF a Parte 1 e a Parte 2 do manifesto do movimento da UJS).

 

Segundo ele, o alvo é buscar envolver lideranças e artistas independentes, além de potenciais organizações aliadas de outras correntes políticas na construção de propostas para o próximo Congresso da UNE.

 

Leia abaixo a entrevista:

 

O que é o movimento ''Da Unidade Vai Nascer a Novidade'', que mensagem que ele procura passar?

 

Márcio Cabral: O movimento ''Da Unidade Vai Nascer a Novidade'' é inspirado na linda música O Homem falou, composta por Gonzaguinha e depois regravada pela Maria Rita (leia a letra e escute a música ao final da matéria). Acho que esse nome tem tudo a ver com a conjuntura política e aponta perspectivas. Veja só: o neoliberalismo vive uma crise gravíssima que tem origem nos EUA. Quem aponta a saída da crise são justamente os países que têm questionado as políticas neoliberais, as nações em desenvolvimento que não caíram na cantilena de que o mercado se auto-regula e apontam para o enfrentamento aos especuladores, por garantia dos direitos sociais, por geração de empregos e investimentos em políticas sociais. Em última análise, a crise mostra que o neoliberalismo fracassou e nós, que o combatemos, vamos vencer, pois a união dessas nações pode trazer a novidade, um mundo novo. O Brasil e outros países da América Latina estão engajados na construção desse mundo novo.

 

Qual a correspondência dessa novidade para a educação?

 

MC: Na educação a palavra chave, a novidade é democracia. A democracia no sentido amplo, que abra a universidade aos interesses da nossa nação e do nosso povo. Teremos em 2010 um Conferência Nacional para construir o Plano Nacional de Educação que vai vigorar de 2011 a 2020, portanto, é um momento de luta política que pode efetivamente trazer uma nova concepção para a universidade. Por isso, o movimento ''Da Unidade Vai Nascer a Novidade'' vai chamar os centros acadêmicos para um grande debate educacional, pautado numa radical ampliação do acesso com garantia de qualidade, com garantia de financiamento público. Queremos pelo menos 50% de vagas no ensino superior gratuito até 2020, entre vagas em universidades públicas e no ProUni. É preciso também resolver o problema da permanência do estudante, para o que propomos a criação de um fundo nacional de assistência estudantil.Também queremos democratizar a estrutura acadêmica, reestruturação curricular e do corpo docente. Queremos paridade de representação, instituição do ciclo básico e fortalecimento da pesquisa e da extensão. E tem mais. É preciso que se regulamente o ensino privado a partir da concepção de que a educação é serviço público, embora nesse caso em regime de concessão. Mas o princípio é atender à necessidade pública. Por isso, o ensino deve ter qualidade, não pode ter capital estrangeiro porque é ofensivo à soberania do país. Tem que ter mensalidade justa e tem que haver punição a quem trata a educação como mercadoria, como aconteceu no absurdo caso do SPC da Educação.

 

Qual a expectativa para o Coneb?

 

MC: Temos as melhores expectativas. Do ponto de vista político, o movimento estudantil universitário tem demonstrado força, tanto através das ocupações de reitorias nas universidades públicas, quanto pela maior organização de entidades nas instituições privadas. Além disso, o movimento ''Da Unidade Vai Nascer a Novidade'' pretende fazer uma ampla aliança, a partir de muito debate de propostas, para lutarmos todos por uma universidade capaz de responder aos anseios da sociedade e do país. O Coneb também pode ser compreendido como um início de construção do Congresso da UNE. Por isso, nosso movimento vai dialogar com centro acadêmicos em todo o Brasil, especialmente os organizados nas maiores universidades e nos centros políticos.

 

Conheça, abaixo, a letra de o Homem Falou e também escute a música.

 

O Homem Falou
Gonzaguinha
Composição: Gonzaguinha

 

Pode chegar que a festa vai é começar agora
E é prá chegar quem quiser, deixe a tristeza prá lá
E traga o seu coração, sua presença de irmão
Nós precisamos de você nesse cordão
Pode chegar que a casa é grande e é toda nossa
Vamos limpar o salão, para um desfile melhor
Vamos cuidar da harmonia, da nossa evolução
Da unidade vai nascer a novidade
Da unidade vai nascer a novidade
E é prá chegar sabendo que a gente tem o sol na mão
E o brilho das pessoas é bem maior, irá iluminar nossas manhãs 
Vamos levar o samba com união, no pique de uma escola campeã
Não vamos deixar ninguém atrapalhar a nossa passagem
Não vamos deixar ninguém chegar com sacanagem
Vão'bora que a hora é essa e vamos ganhar
Não vamos deixar uns e outros melar
Oô eô eá, e a festa vai apenas começar (vamos lá meu amor)

 


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Internet é mais confiável que TV, diz pesquisa

Internet é mais confiável que TV, diz pesquisa


Não dá para acreditar em tudo o que se lê na internet, certo? Mas os americanos já consideram a rede uma fonte de notícias mais confiável que o rádio e a TV, segundo levantamento da Zogby International.



Os pesquisadores entrevistaram mais de 3 mil pessoas nos Estados Unidos dois dias após a eleição presidencial e constataram que 37,6% delas acham a web o meio de informação mais seguro - 20,3% preferem a TV, enquanto 16% ficam com o rádio.


Dos que responderam à pergunta, 72,6% consideram todas as plataformas de comunicação parciais. 88,7% dos entrevistados republicanos apóiam essa idéia, defendida por apenas 57,5% dos democratas, que ajudaram a eleger Barack Obama, teoricamente o candidato preferido da mídia.


A pesquisa conclui que as ferramentas colaborativas são, em parte, responsáveis pela onda de confiança na internet. Os leitores teriam mais identificação com um conteúdo comentado por milhões de pessoas.


Ironicamente, o fato de qualquer um poder postar sua opinião em sites na internet sempre foi apontado como o fator de desconfiança nas coisas publicadas na rede.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Socialismo é saída para crise, diz Renato Rabelo


“Esta crise não pode ser resolvida de forma efetiva nos marcos do sistema capitalista. A verdade se impõe: o tempo vai confirmando que a saída de fundo é o socialismo”. A declaração foi dada nesta manhã pelo presidente do PCdoB, Renato Rabelo, durante abertura do 10º Encontro de Partidos Comunistas e Operários, que acontece até domingo (23) no Novotel, centro de São Paulo. OVermelho reproduz, a seguir, a íntegra da apresentação feita pelo dirigente brasileiro.


Rabelo: PCdoB apóia luta dos povos

Em reduzido tempo histórico, o liberalismo – então vitorioso nos anos da década de 1990, quando euforicamente proclamava sua vida eterna –, provoca hoje com o desenvolvimento de suas políticas, um grande desastre para a humanidade. Os paradigmas neoliberais, tão absolutos nesse período, se estilhaçaram confrontados com o curso da vida.

 

O mundo está sendo sacudido com a eclosão de uma crise econômica e financeira de vasta magnitude. O capitalismo passa por uma das mais graves crises de sua prolongada história.

 

A magna crise – que tem na potência imperialista hegemônica seu epicentro – compreende todo o sistema em escala planetária, envolve os planos financeiros e produtivos; e, por sua profundidade e extensão, poderá trazer pesados prejuízos aos trabalhadores e povos de todo o mundo, e também forte impacto para os países que buscam o desenvolvimento soberano. Pela sua dimensão, poderá sacudir ainda mais a atual ordem mundial hegemonizada pelos Estados Unidos.

 

Crise financeira e econômica do capitalismo, global e sistêmica

Nosso Partido vem assinalando em seus últimos Congressos – e em Seminários com participação ampla, nacional e internacional – que as crises financeiras e econômicas recorrentes nas décadas de 1980 e 1990 demonstravam os limites históricos do capitalismo, tendo sido determinadas por processos contraditórios que exprimiam um caráter estrutural, derivadas dos fundamentos do sistema.

 

A presente crise, que contém o efeito cumulativo das demais, atingiu maior magnitude. E não é um fenômeno passageiro, agravando mais profundamente o caráter estrutural do capitalismo. Este se torna cada vez mais impotente para democratizar a sociedade (universalizar saúde e educação de qualidade, ampliar direitos dos trabalhadores);  defender a soberania e impulsionar o desenvolvimento nacional; seguir a rota do progresso social (elevar a qualidade de vida da maioria da nação). Por isso, esta crise não pode ser resolvida de forma efetiva nos marcos do sistema capitalista. A verdade se impõe: o tempo vai confirmando que– a saída de fundo é o socialismo.

 

O curso dessa crise assinala uma tendência de agravamento que se estenderá pelos próximos anos, com o estabelecimento já agora de um quadro recessivo nos países capitalistas desenvolvidos e da multiplicação de falências, atingindo intensamente as esferas da produção.  E nos países da chamada periferia, apresenta queda dos níveis da atividade econômica e fuga de capitais com a possibilidade de volta das crises cambiais, agravando a vulnerabilidade externa. O cortejo dessa crise já começa a elevar rapidamente os índices de desemprego nos Estados Unidos e na Europa, podendo alcançar ritmos negativos inéditos desde a 2ª Guerra Mundial. E também irradiar graves efeitos sociais por todo o Globo.

 

É insofismável o fracasso do reinante modelo neoliberal, sistematizado, apregoado e imposto, principalmente, desde o propalado Consenso de Washington – que mais promoveu a desregulamentação financeira, a livre circulação de capitais e de mercadorias, as privatizações de empresas públicas, a especulação institucionalizada e a subtração dos direitos dos trabalhadores.

 

Todavia, diante do desastre, agora é justificável para o poder dominante a intervenção pronta dos Estados capitalistas, utilizando trilhões de dólares, na tentativa de salvar o sistema na sua fase aguda, transferindo gigantesco volume de riqueza pública e elevando o déficit estatal, para proteger o grande capital e a oligarquia financeira.

 

Nesse contexto de desespero salvacionista do sistema, é elucidativo o episódio da recente presença de Alan Greenspan – presidente do FED (Banco Central americano) durante mais de uma década – na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Perante os deputados, na apresentação dos motivos da crise, ele afirmou que nesses últimos 40 anos pensava que seu modelo estava certo. Mas, hoje, em face da catástrofe advinda, reconhece que sua visão de mundo, sua ideologia não estavam certas. Este fato eloqüente é um sinal que explicita a situação de profunda crise ideológica vivida pelo capitalismo.

 

A lógica senil da ideologia capitalista dominante  prega a austeridade do gasto público,  impõe o arrocho salarial e a contenção do trabalho vivo,mas,ao contrário, o Estado capitalista tem  todo direito de realizar escandalosa gastança, nunca vista,  para livrar do abismo os grandes capitalistas. Tais procedimentos são uma agressão redobrada aos trabalhadores, não resolverão os graves problemas sociais criados pela crise.  Ao contrário, poderão provocar pesado retrocesso. Em verdade, na atual quadra histórica, o capitalismo é incapaz de ser reformado num sentido do progresso social.

 

As causas objetivas da crise vigente, intrínsecas ao próprio curso da acumulação do capital, têm suas particularidades na presente etapa. Pela avaliação do PCdoB,  a aplicação das políticas neoliberais desatou imensa financeirização, alcançando volume inimaginável de capital fictício, que passou a atuar intensamente sobre a esfera da produção. A fim de satisfazer suas exigências de lucros geométricos, os capitalistas esperam sua realização através dos papéis do mercado futuro e na especulação institucionalizada, através da multiplicidade de títulos e derivativos com base nas dívidas crescentes privadas e públicas, geradas na forma de créditos. Desse modo, se distancia a necessária correspondência entre capital produtivo e capital financeiro, tornando o sistema extremamente vulnerável. Em suma, evidencia-se uma situação de superprodução relativa e de sobre-acumulação de capitais – fenômenos fundamentais das crises capitalistas.

 

A situação do mundo se agrava com a crise atual

A presente crise irrompe num quadro mundial em que o começo do século XXI é vincado por ampla e intensa ofensiva do imperialismo norte-americano, com uma política externa unilateral, expansionista e militarista – guerra “preventiva” da Doutrina Bush –, provocando uma situação de grande instabilidade e incertezas, num mundo mais discrepante e desigual. Essa extensa e violenta investida contra os povos e as nações soberanas – para manter a hegemonia unipolar dos Estados Unidos da América – se choca contra os interesses de povos e países no mundo. Devido a isso, é gerado um contra movimento, que se desenvolve em várias formas de resistência e de pólos opostos contra-hegemônicos.

 

Igualmente, o começo deste século é marcado por uma contínua imposição dominante das políticas neoliberais de interesse dos Estados capitalistas monopolistas – cuja praça central é Nova Iorque –, contrariando os interesses dos trabalhadores, dos povos e de países que lutam por um desenvolvimento nacional soberano. Tal imposição tem gerado um vasto anseio de mudanças que se transformou, principalmente na América Latina, em ascendente movimento democrático, progressista, popular, antiimperialista.

 

Em resumo, a realidade mundial é caracterizada, por um lado pela ofensiva imperialista e dominância neoliberal e, por outro,  pela resistência crescente dos povos e nações em vários níveis e do surgimento entre os países em vias de desenvolvimento de pólos e blocos contra-hegemônicos com rápida ascensão econômica da China;  e recuperação da Rússia e de outros pólos dinâmicos na chamada periferia. Também nessa situação global, se destacam importantes fracassos da ofensiva do imperialismo norte-americano nas suas guerras de ocupação e domínio. Essas tendências globais já vêm conformando um processo contraditório que indicam a existência de um mundo em transição, que expressam no conjunto um quadro mundial de declínio relativo da hegemonia unipolar dos EUA.


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Agora, a eclosão desta crise de grandes proporções pode impactar esta transição em curso nas relações de poder do sistema internacional, atingindo mecanismos que sustentam a hegemonia americana – principalmente os relativos à liberalização dos mercados monetários e financeiros mundiais dominados pelo dólar. E na chamada periferia do sistema os novos atores que vão ocupando o papel de potências de influência regional ou mundial – como a República Popular da China –  podem atuar, conforme a posição soberana do governo nacional e dos interesses do seu povo, como contra tendência à devastação oriunda dos países capitalistas centrais, através da construção de parcerias estratégicas entre eles (G-20 numa coalisão de países em desenvolvimento no âmbito da OMC, G-5, os BRICs, IBAS, Cúpulas intercontinentais etc) – ampliando seus mercados internos e intensificando o intercâmbio comercial na busca de uma alternativa própria.

 

De todo modo, a crise pode acirrar as contradições que levam ao declínio e à decadência da hegemonia unipolar dos EUA, podendo se desenrolar num quadro de grandes conflitos, possibilitando a passagem para uma nova ordem, uma nova época.

 

No cenário atual as potências capitalistas buscarão formular uma solução favorável a elas. Neste 15 de novembro se realizou em Washington a cúpula internacional, o G-20, que implicitamente reconhece o G-7 como obsoleto. Entretanto, ela é realizada no interregno de governos nos EUA, patrocinado por George Bush, que sai desmoralizado e escorraçado pela maioria do povo dos Estados Unidos. A Declaração Final emitida pela cúpula, na qual está refletida a hegemonia do império, insiste no lugar comum dominante de “reformar” o neoliberalismo.

 

É nossa opinião, também, que a eleição de Barack Obama reflete uma realidade objetiva de marcadas tendências à mudanças nos EUA, representa a derrota das políticas belicista e genocida, de Bush. Entretanto, o PCdoB, não acalenta ilusões de que é possível mudar o sistema imperialista através do caminho de alternância entre Republicanos e Democratas no Governo.

 

Do lado dos países em vias de desenvolvimento, o caminho que pode ser trilhado passa por sua unidade em defesa de seus interesses nesses eventos – e, sobretudo, noutros convocados entre eles – para manter um nível ascendente de crescimento de suas economias; reafirmar suas soberanias; e defender o interesse de seus povos e a paz mundial. Os mecanismos de integração soberana na América Latina e Caribe – MERCOSUL, Alba, Pacto Andino, Unasul, Conselho de Defesa sul-americano, Banco do Sul etc. – são iniciativas que podem fortalecer essas regiões no enfrentamento do hegemonismo imperialista e, ao mesmo tempo, reforçar as soberanias de cada país.

 

O contexto da nova luta pelo socialismo

Os eventos deflagrados pela presente crise abrem uma fase nova na luta ideológica e política entre o capitalismo e o socialismo. Passamos da fase vivida no início da década 1990 – de afirmação da identidade comunista e de defesa dos princípios revolucionários – para a atual de reafirmação da alternativa socialista. A orfandade ideológica do capitalismo torna-se mais evidente no processo de agudização da luta de classes no mundo, como no curso da vigente crise capitalista.

 

Nos dias de hoje, no âmbito de cada país, como em períodos históricos de saltos transformadores, a união dos trabalhadores e dos povos organizados em movimentos de frentes políticas amplas e fortes bases sociais pode construir poderosa força-motriz das massas, que poderá arrebatar aos setores dominantes capitalistas importantes concessões; barrar as derivas radicais da direita; e abrir caminho para etapas avançadas no rumo revolucionário.

 

Pela avaliação do PCdoB, o êxito da nova luta pelo socialismo está na correspondência do desenvolvimento e atualização do pensamento avançado, revolucionário, que responda às exigências da nossa época e dos anseios fundamentais dos trabalhadores e das massas populares. A teoria revolucionária para o nosso tempo, vai sendo forjada dos ensinamentos mais positivos retirados das experiências socialistas do século passado, de seus êxitos e seus revezes, da experiência atual dos países socialistas que não sucumbiram à contra-revolução – mas mantiveram suas instituições surgidas da revolução e reafirmaram a perspectiva socialista – e, também, das experiências recentes do processo inicial de luta progressista e revolucionária na América Latina, e em outras frentes de lutas avançadas.

 

Os processos políticos de sentido progressista e revolucionário são objetivamente contraditórios, não têm cursos predefinidos, pois os caminhos da luta ascendente de sentido democrático e popular dependerão das condições do período histórico e das peculiaridades de cada país – e estarão sujeitos a etapas e transições que permitam alcançar o objetivo maior do socialismo.

 

Da rica experiência da construção socialista do século passado se retirou a justa idéia de que não há modelo único de caminho socialista e de que a passagem do capitalismo ao socialismo requer um período de transição – que se inicia com a conquista do poder político nacional pelas classes sociais que formam a maioria da nação, especialmente o proletariado, interessadas nesse trânsito. Essa transição não compreende a socialização total, mas, objetivamente, pode se desenrolar em etapas e com leis próprias. E poderá ser mais ou menos longa conforme o nível de desenvolvimento econômico e social e as particularidades históricas de cada país, e as condições do processo de transformação revolucionária no âmbito mundial.

 

Na nossa experiência no Brasil, a existência de um Partido Comunista forte – que saiba congregar as forças políticas avançadas e goze de grande influência e prestígio entre os trabalhadores e as camadas populares – é fator decisivo e essencial para prosperar a tática do Partido.Esta tática visa impulsionar o governo Lula no sentido da afirmação da soberania nacional, do processo de democratização, do avanço social e da integração solidária do continente e, assim, aproximar o movimento social da alternativa de transição ao socialismo: objetivo estratégico do PCdoB.

 

Advogamos a construção de um partido revolucionário grande, renovado, internacionalista, composto de extensa militância, dirigido por quadros comprometidos com a nova luta pelo socialismo deste século, integrados na vida dos trabalhadores e do povo e sintonizados com seus anseios fundamentais.

 

Nas condições do período histórico vigente – de prevalência ainda no plano geral de defensiva estratégica do movimento revolucionário – ocupa um lugar fundamental no nosso pensamento estratégico e tático a intervenção no curso político concreto, dirigida pelo norte da acumulação de forças no sentido revolucionário, tendo como eixo basilar o crescimento do Partido Comunista, das forças políticas mais avançadas e da elevação da consciência social e do nível de organização do povo.

 

Esse processo de acumulação de forças se constitui nas condições particulares da nossa experiência no Brasil na inter-relação de tarefas fundamentais e imprescindíveis: 1) articulação da iniciativa de construção de amplas frentes políticas, atuando na esfera institucional, governos e parlamentos, 2) com a intervenção que segue a orientação de dar papel essencial à mobilização e organização das massas trabalhadoras e do povo, fonte principal de crescimento do Partido e força-motriz básica das mudanças, 3) e, ao mesmo tempo, atuação permanente no plano da luta de idéias, com a finalidade de fundamentar e reavivar a perspectiva revolucionária, a alternativa socialista.


Em conclusão, neste momento, o PCdoB eleva mais ainda sua convicção de que é possível a construção de uma sociedade nova, de elevado avanço civilizacional, livre da opressão e exploração capitalista: o socialismo. Valoriza os diferentes esforços de construção de unidade, fóruns e tentativas de agrupamentos de forças da esquerda em todos os Continentes na busca de alternativas ao neoliberalismo e às políticas conservadoras.


Para o nosso Partido, este fórum multilateral internacional dos comunistas e os encontros bilaterais são essenciais para o reforço comum da unidade em torno de nossos interesses de classe e pela construção, considerando os diferentes caminhos, da alternativa socialista. Outrossim, merecem também nosso empenho e participação nos fóruns que reúnam forças progressistas e antiimperialistas em prol da soberania nacional e da defesa dos interesses dos trabalhadores e povos do mundo inteiro.
Nesta ocasião em que a humanidade vive um dos períodos mais complexos e difíceis de sua história – agravado com uma crise sistêmica do capitalismo, que detona outras crises globais produzindo graves ameaças aos povos e países –, o PCdoB apóia resoluntamentea luta dos trabalhadores e dos povos por seus direitos e reforça a importância da unidade dos comunistas e revolucionários e da possibilidade, nestes momentos, de construir frentes amplas com forças políticas progressistas que representam múltiplas camadas sociais atingidas pela crise.

 

Viva o 10º Encontro de Partidos Comunistas e Operários


Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB

 

Saiba mais sobre o encontro clicando aqui


Aprovada cota para negros, índios e pobres em escolas federais


A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (20), um projeto que reserva metade das vagas em universidades públicas federais, vinculadas ao Ministério da Educação, para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. Dentro desta cota, haverá ainda sub-cotas para beneficiar negros, indígenas e estudantes de baixa renda. O projeto segue para votação no Senado. Segundo o texto, as universidades teriam quatro anos para se adaptar às cotas.



O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na manhã desta quinta-feira (20), Dia da Consciência Negra, projeto que reserva no mínimo 50% das vagas nas universidades públicas federais para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. A proposta - PL 73/99, da deputada Nice Lobão (DEM-MA) - foi aprovada na forma do substitutivo aprovado em 2005 pela Comissão de Educação e Cultura, elaborado pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MT). O projeto segue para o Senado.

 

Os parlamentares aprovaram emenda que destina metade das vagas reservadas aos estudantes oriundos de famílias com renda per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 622,50). Além disso, essas vagas deverão ser preenchidas por alunos negros, pardos e indígenas segundo a proporção dessa população no estado onde é localizada a instituição de ensino, conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, lembrou que hoje se comemora Dia da Consciência Negra. Segundo ele, essa proposta tem todo o conteúdo de justiça social em relação a etnias. "O fato de ter havido um acordo entre os partidos para sua aprovação aumenta sua grandeza".

 

O líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), acredita que o projeto será capaz de melhorar as condições de acesso dos mais pobres às universidades públicas e eliminar diferenciações raciais. “O projeto revoluciona o acesso ao ensino público superior no país. A Câmara hoje marca uma mudança na historia do acesso ao ensino publico superior”.

 

Regras


De acordo com o texto aprovado, as universidades públicas deverão selecionar os alunos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação.

 

Além de tornar obrigatórias as cotas para as universidades públicas federais, o projeto abre a possibilidade de que as universidades privadas adotem cotas na forma desta lei.

 

Nível médio

 

O substitutivo de Abicalil também determina semelhante regra de cotas para as instituições federais de ensino técnico de nível médio. Elas deverão reservar, em cada concurso de seleção para ingresso em seus cursos, no mínimo 50% de suas vagas para alunos que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas. Nessas escolas, se aplicará o mesmo critério das universidades para a admissão de negros e indígenas.

 

Caberá ao Ministério da Educação e à Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, ouvida a Fundação Nacional do Índio (Funai), o acompanhamento e avaliação desse programa de cotas. Após dez anos, o Poder Executivo promoverá a revisão do programa.

 

As universidades terão o prazo de quatro anos para o cumprimento das regras, implementando no mínimo 25% da reserva de vagas determinada pelo texto a cada ano.

 

Extinção do vestibular

 


A autora do projeto original, deputada Nice Lobão, argumenta que o ideal seria a extinção do vestibular, mas, como tal objetivo ainda não pode ser alcançado, a proposta é estabelecer uma mudança gradual, deixando 50% das vagas no padrão convencional de ingresso na universidade.

 

Clique aqui para ler a íntegra da proposta (PL-73/1999) 

 

Fonte: Agência Câmara


quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Cidade Ocidental lança o seu congresso secundarista

A União Brasileira dos estudantes secundaristas (UBES), vem com uma agenda bem lotada para cumprir sua campanha para o Concelho de Entidades Gerais (CONEG),e o Encontro Nacional de Escolas Técnicas (ENET), que será entre os dias 8 a 12 de Dezembro, na Cidade de São Paulo,Guarulhos,para isso a cidade ocidental teve uma intenciva reunião para como montar a entidade (UMES), e a Cidade Ocidental vem cumprindo um grande papel no Movimento estudantil por isso não podemos mais esperar para a Criação da (UMES),que além de ser muito importante para os secundarista haverá beneficios para a comunidade de Cidade Ocidental.

Para todos os Estudantes Secundaristas participar,Dia 29/11/2008 as 14:00h até 18:00h na Escola Municipal José Fernandes da Silva Neto,Com várias apresentações:Hip-Hop,DJ,com o som da Banda Lendarius e muito mais.
Esperamos todos lá não perca.

Manifesto de Niemeyer exige fim do bloqueio a Cuba

Em conjunto com o Comitê de Defesa da Humanidade - Capítulo Rio de Janeiro, o arquiteto Oscar Niemeyer lançou um Manifesto pelo Fim do Bloqueio a Cuba e pela Ajuda Humanitária ao país socialista. ''O objetivo é recolher um milhão de assinaturas até o dia 22 de novembro, data em que se encerra a campanha. No momento contamos com cerca de 900 mil assinaturas'', informou a presidente do Capítulo RJ, Marília Guimarães, ao Vermelho.


Para conhecer e assinar o Manifesto acesse:
http://www.cdhrio.com.br/scripts/index.htm
Estudos
Bom, galera, reproduzo aqui um texto muito didático, com algumas poucas alterações minhas, que segue sendo além de meu norte nos estudos da teoria marxista, em todos os meu estudos. Me ajudando inclusive a ser aprovado no famigerado estúpido funil que é o vestibular da Universidade de Brasília.
O texto original é da camarada Nereide Saviani e retirado dos Cadernos de Formação Marxista do PCdoB no maior site da esquerda brasileira o http://www.vermelho.org.br/.
Felipe
felipe_crv@hotmail.com
ujsdacapital@hotmail.com
"Sem Teoria Revolucionária, Não Há Ação Revolucionária" - Lenin
Porque e como estudar
O marxismo-leninismo - sistema teórico que compreende método, concepção de mundo, filosofia, ciência, política - é arma indispensável a nós, socialistas. É a teoria do socialismo científico, bússola para a ação revolucionária do proletariado.

Marx, seu principal elaborador, estudou as origens e o desenvolvimento da luta de classes, examinou a fundo as contradições do capitalismo de seu tempo (meados do século XIX), apontando para a edificação de uma sociedade mais justa, sem exploração do homem pelo homem. Engels - que ajudou muito nessa elaboração, chegando a escrever com ele várias obras - afirmava que "o socialismo, desde que se tornou uma ciência, precisa ser tratado como tal, isto é, precisa ser estudado".

Lênin, grande líder revolucionário do início deste século XX, aprofundou aspectos dessa teoria, especialmente sobre os fundamentos da ação revolucionária. Ao propagar os ensinamentos dos grandes mestres, enfatizava que a luta teórica - tal como as lutas econômica e política - é uma das manifestações da luta de classes. Lembrava, então, que a consciência socialista revolucionária não deriva simplesmente dos embates da luta espontânea da classe operária.

Ou seja, para compreender os interesses vitais do proletariado e de sua missão
histórica, nós socialistas precisamos unir a luta concreta ao exame profundo dos fenômenos histórico-sociais. Precisamos nos forjar como intelectuais revolucionários de nossa classe e isso exige o domínio da teoria revolucionária.

Estudar o marxismo-leninismo é, portanto, uma necessidade vital para os socialistas. Mas não nos interessa um estudo simplesmente para "demonstrar conhecimentos", estudo abstrato. Também não se trata de entender a teoria como fórmula acabada, solução para todos os problemas ou modelo para o empreendimento da luta dos trabalhadores e sua organização. É indispensável encarar o marxismo-leninismo como sistema teórico vivo, dinâmico, que exige constante elaboração.

Estudo individual, reflexão coletiva

Sempre que se enfatiza a importância do estudo, fala-se da necessidade de "fazer cursos". Estes, sem dúvida, ajudam a "organizar as idéias", traçar as linhas gerais da teoria e seus temas básicos. Assim como palestras, seminários e outras situações de debates contribuem para nossa formação teórica, ideológica e política.

No entanto, nada substitui o estudo individual. Ele é indispensável à preparação e aprofundamento dos temas tratados, contribuindo para o aproveitamento dos cursos e participação em debates.

A formação dos socialitas se sustenta nesses três pilares: estudo individual, vida orgânica regular e cursos (ou atividades sistemáticas de formação).

Enfrentar as dificuldades do estudo

Estudar não é fácil. Quando não se tem o hábito de estudo, fica-se impressionado ao pegar um livro. Pensa-se que só pode ser lido por quem freqüentou escola durante muitos anos.

No início surgem muitas dúvidas e dificuldades, mas com o prosseguimento do estudo começa-se a compreender melhor os textos e a assimilá-los. Acima de tudo é necessário ter vontade de aprender e não desistir diante dos primeiros obstáculos.

Estudo individual planejado, permanente e metódico

Que tal assumir um compromisso com o estudo? E se experimentarmos encará-lo como uma tarefa a ser cumprida com o mesmo rigor que todas as outras? Para isto, nada melhor que estabelecer (e seguir) um plano de estudo individual. Convém definir um horário fixo para o estudo. Depois, exercitar-se na concentração, disciplina e organização: evitando fatores de dispersão (quem lhe tiram a atenção); fazendo intervalos; providenciando antecipadamente todo o material necessário; realizando anotações e fichamentos. Um bom começo será definir, realisticamente, um mínimo de horas semanais a dedicar ao estudo.

Como estudar

Estudar é procurar compreender o que se leu, refletir sobre os assuntos abordados em um texto, reter o fundamental, estabelecer relações com outras idéias lidas e ouvidas.

Quando se pega um texto pela primeira vez, é importante começar por uma leitura atenta, para se ter a visão de conjunto. Geralmente, essa leitura leva à necessidade de consultar dicionários, anotações de aulas/palestras e outras obras importantes para o entendimento das idéias centrais.

Depois, volta-se ao texto, várias vezes (conforme necessário), para apreender sua mensagem, localizar idéias, fatos, informações e exemplos. Durante a leitura, é conveniente assinalar as passagens mais importantes e fazer anotações. Registrar palavras ou fatos desconhecidos, dúvidas, idéias principais, argumentos, fatos e exemplos permite voltar e refletir com maior facilidade sobre pontos importantes.

A partir das anotações, é possível fazer um resumo, isto é, um texto menor, com as próprias palavras, trazendo as principais idéias do que foi estudado. O resumo de cada texto lido ajuda a fixação e o esclarecimento das idéias. Apresentando os pontos essenciais do pensamento do autor e o registro de opiniões pessoais do leitor, o resumo possibilita o desenvolvimento da capacidade crítica e do raciocínio independente.

Persistir na reflexão e no debate

As dificuldades iniciais irão diminuir aos poucos, com paciência e dedicação. Mas, é melhor não fechar-se em si mesmo! Levar as dúvidas e dificuldades individuais para discussão no coletivo. Os camaradas mais experientes ajudarão os principiantes. O plano individual terá mais resultado se conjugado a um plano coletivo, do organismo, por exemplo, ou de grupos de estudo.

Bom, vamos lá, resumidamente, como estudar?

Ler integralmente e com visão de conjunto
Identificar o tema
Destacar idéias principais.
Localizar argumentos, justificações, fatos, exemplos ligados às idéias principais.
Anotar dúvidas, impressões, associações, etc., bem como passagens que chamaram atenção.
Formular questões cujas respostas se encontrem no texto e/ou questões por ele suscitadas.
Resumir - construir um texto curto, que contenha as idéias mais importantes
Esquematizar - elaborar um quadro ou sinopse que permita visualizar a estrutura, o planejamento do texto, expondo suas idéias centrais.
Interpretar - comparar/associar as idéias do autor (com as pessoais; com outras do mesmo autor; com as de outros autores).
Criticar - formar opiniões próprias, fazer apreciações e juízo pessoal do texto.
Lembretes para cumprimento do plano de estudos

Providenciar cópias dos textos.
Predeterminar um horário.
Garantir algumas condições básicas para o estudo:
- concentração.
- evitar ou isolar os elementos de dispersão (que tirem sua atenção dos estudos).
- disciplina e organização, providenciar todo o material necessário
- não deixar de ler índices, prefácios, tabelas, notas de rodapé, etc...
Dedicar ao estudo a mesma atenção dispensada a outras tarefas.
Interpretar os textos e extrair deles ensinamentos para a prática revolucionária.
Discutir no coletivo, as dúvidas e as interpretações surgidas no estudo.
Nereide Saviani é doutora em História e Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professora do mestrado em Educação da Universidade Católica de Santos (UniSantos).
O Grande encontro que vai Prometer para os Secundas de todo o País

UBES promove 1º Encontro Municipal de grêmios

O objetivo é realizar mil etapas municipais por todo o País. Após essa fase, a entidade convocará um encontro regional, para então realizar um grande encontro nacional

Articular e fortalecer o movimento estudantil na sua base. Esse é o objetivo do 1º Encontro Municipal de Grêmios da UBES, que desde o dia 29 de março mobiliza estudantes secundaristas de todo o País.

Os interessados em participar têm até março do ano que vem para realizar os encontros municipais. Qualquer estudante pode garantir seu espaço no Encontro. Se a sua escola já tem um grêmio basta procurar a UBES para comunicar a data do encontro.

Se a escola não tem grêmio será necessário montar um. Neste caso, os estudantes também estão aptos a participar. É só montar uma comissão pró-grêmio, em que constem as chapas e a comissão eleitoral.

O diretor de Relações Institucionais da UBES, Thiago Mayworn informou que ao final das etapas municipais a entidade vai promover encontros nas cinco regiões do País. "Essa fase será preparatória para o encontro nacional de grêmios que pretendemos realizar".

Segundo Thiago os encontros municipais tem um importante papel "Baseado neles faremos um cadastro de todos os grêmios do País. Por isso é tão importante que todos participem. Pretendemos também, em um segundo momento, realizar um encontro nacional para conhecer as demandas dos estudantes de cada estado e garantir que todos tenham o direito de participar ativamente da vida escolar".

O que é o Grêmio Estudantil?
O Grêmio é a organização que representa os interesses dos estudantes na escola. Ele permite que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade.

O Grêmio é também um importante espaço de aprendizagem, cidadania, convivência, responsabilidade e de luta por direitos.

Por isso, é importante deixar claro que um de seus principais objetivos é contribuir para aumentar a participação dos alunos nas atividades de sua escola, organizando campeonatos, palestras, projetos e discussões, fazendo com que eles tenham voz ativa e participem – junto com pais, funcionários, professores, coordenadores e diretores – da programação e da construção das regras dentro da escola.

Para resumir: um Grêmio Estudantil pode fazer muitas coisas, desde organizar festas nos finais de semana até exigir melhorias na qualidade do ensino. Ele tem o potencial de integrar mais os alunos entre si, com toda a escola e com a comunidade.

Clique aqui e baixe a Lei, a Ata e o Estatuto de grêmios livres